O Museu Arqueológico do Rio Grande do Sul (MARSUL), em Taquara, recebeu no dia 25 de junho a terceira etapa da circulação do projeto Museu em Movimento, iniciativa contemplada pelo FAC Memória e Patrimônio que aproxima estudantes da rede pública dos museus por meio do teatro, da música e da mediação cultural. As atividades reuniram alunos da Escola 27 de Maio, no turno da manhã, e da EMEF Rosa Elsa Mertins e da Escola Estadual de Ensino Fundamental Rodolfo Von, no período da tarde, quando foi realizada uma sessão ampliada em razão do número de participantes.
A programação começou com uma recepção musical conduzida por um gaiteiro, que acolheu os estudantes e deu início à atmosfera de descoberta proposta pelo projeto. Em seguida, o ator Leonardo Koslowski apresentou a performance “O Guardião das Três Memórias”, criada especialmente para dialogar com o acervo arqueológico do MARSUL.
Durante o percurso, o público acompanhou a missão do Guardião para recuperar três memórias desaparecidas. A cada nova etapa da história, fragmentos cerâmicos, instrumentos de pedra e outros vestígios arqueológicos deixavam de ser apenas objetos expostos e passavam a funcionar como pistas para compreender quem foram os primeiros grupos humanos que habitaram o território gaúcho e como a arqueologia contribui para reconstruir essas histórias.
Entre uma cena e outra, a equipe técnica do museu conduziu momentos de mediação cultural, apresentando informações sobre o acervo, os processos de pesquisa arqueológica e a importância da preservação dos vestígios materiais. A integração entre a narrativa teatral e a mediação permitiu que os estudantes relacionassem a ficção às descobertas científicas realizadas pelos pesquisadores, tornando a visita mais dinâmica e participativa.
Ao longo da experiência, crianças e adolescentes foram estimulados a observar, formular hipóteses e interpretar os objetos encontrados no percurso, compreendendo que a arqueologia é construída a partir de evidências preservadas ao longo do tempo. A proposta transformou a visita em uma investigação coletiva, despertando a curiosidade e mostrando que cada fragmento encontrado pode revelar aspectos importantes da vida de povos que viveram na região há milhares de anos.
A passagem pelo MARSUL reforçou a proposta do Museu em Movimento de utilizar as artes cênicas como ferramenta de educação patrimonial, criando novas formas de aproximação entre estudantes e museus. Ao integrar teatro, música ao vivo e mediação cultural, o projeto amplia o acesso ao patrimônio arqueológico e convida o público a perceber que cada objeto preservado guarda histórias fundamentais para compreender a formação da sociedade e da cultura no Rio Grande do Sul.





















